Repúdio ao diretor do Trauma gera 'bate boca' e solidariedade ao Samu é aprovada

Voto de Repúdio proposto pelo vereador Marmuthe Cavalcanti terminou retirado de pauta. Voto de Solidariedade aos servidores do Samu foi aprovado.

Vereadores da oposição e situação na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) bateram boca, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (14) pela manhã. O motivo? A proposição de ‘Voto de Repúdio’ ao diretor do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (HETSHL), Edvan Benevides, após ele tecer críticas à conduta de alguns profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A matéria foi proposta pelo vereador Marmuthe Cavalcanti, que enfrentou grande resistência em plenário, principalmente, dos parlamentares capitaneados por Raoni Mendes (PTB).

O problema é que a própria CMJP tinha aprovado recentemente o encaminhamento de um Voto de Aplauso ao mesmo Edvan Benevides. O fato foi evidenciado pelos membros da oposição na Casa de Napoleão Laureano.

Após a polêmica, Marmuthe Cavalcanti solicitou a retirada do projeto de pauta. Em sua justificativa ele afirmou que não tem problema com Edvan Benevides. “Avaliando o cenário, e para mostrar ao vereador Raoni [Líder da Oposição], que diferentemente da forma pessoal como ele trata os seus ataques ao prefeito Luciano Cartaxo (PT), eu quero mostrar que não há nada pessoal, pois, não conheço o diretor Edvan, o que repudiei foi o seu ato irresponsável de acusar aqueles que não merecem ser atacados, e que merecem respeito, pois, diferentemente dele, trabalham 24 horas para salvar vidas”, comentou.
Em seguida, os parlamentares aprovaram Voto de Solidariedade à equipe do Samu que trabalha no Hospital de Emergência e Trauma. A propositura foi do vereador João Almeida (SD).
Segundo o vereador, o diretor do Trauma, Edvan Benevides, teria dito que os funcionários do Samu estariam com as ambulâncias estacionadas no Hospital sem que fossem atender ocorrências. O motivo seria a falta de macas, pois elas estariam “presas” no Trauma por falta de leitos impedindo o trabalho dos socorristas.
“Quero ressaltar a covardia de alguns membros do Trauma, pois o pau sempre quebra nas costas do mais fraco. A retenção de macas é uma realidade latente e vigente. Acontece sim, pois a demanda é muito grande e há falta de leitos. Porém, não podemos imputar aos funcionários do Samu, verdadeiros anjos da guarda, a culpa dessa situação”, afirmou João Almeida.
Marmuthe concordou com o colega, frisando que “os funcionários do Samu não merecem levar a culpa por atos irresponsáveis de outros”. O parlamentar chegou a apresentar um Voto de Repúdio ao diretor do Trauma, que foi retirado de pauta devido ao Voto de Solidariedade de João Almeida.

Do WSCOM Online
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