Família diz que goiana está entre reféns em cafeteria de Sydney



Personal trainer afirmou ser vítima em mensagem postada em rede social.

 Familiares da personal trainer e gerente de projetos brasileira Marcia Mikhael afirmam que ela é uma das pessoas mantidas reféns no Lindt Chocolat Cafe, em Martin Place, em Sydney, desde as 21h (horário de Brasília) de domingo (14), 10h de segunda-feira (15) na Austrália. A mulher é natural de Goiânia e mora na Austrália há cerca de 20 anos, segundo a família. A informação não foi confirmada pelo Itamaraty, que acompanha a situação.

O irmão da brasileira disse que Marcia trabalha no prédio onde fica o café e frequenta o local diariamente, mas não imaginava que sua irmã pudesse estar no local.

“Eu estava no trabalho hoje de manhã quando ouvi a notícia, não imaginava que minha irmã estava lá no meio. A primeira notícia que recebi é que ela estava no prédio, depois que realmente estava no café. Assim que os sequestradores entraram ela mandou um recado sobre o que estava acontecendo, assim ficamos sabendo”, afirmou o homem, identificado como Jorge, à GloboNews.

A informação de que Marcia é uma das reféns chegou aos familiares por meio de duas mensagens postadas no perfil da personal no Facebook e foi confirmada por outros parentes que moram em Sydney. Em uma das mensagens, a mulher lista as exigências feitas pelo homem. Veja a tradução:

“Queridos amigos e família, eu estou no Lindt Cafe no Martin Palce sendo feita refém por um membro do Estado Islâmico (EI). O homem que nos mantém refém faz pequenas e simples exigências e nenhuma foi cumprida. Ele agora ameaça começar a nos matar. Nós precisamos de ajuda agora. O homem quer que o mundo saiba que a Austrália está sob ataque do EI.
As exigências são:
1. Envio de uma bandeira do EI ao café e alguém será solto.
2. Falar com o Tony Abbot (primeiro-ministro australiano) por transmissão ao vivo e cinco pessoas serão soltas.
3. Que a mídia avise a outros dois irmãos para não explodirem a bomba. Há mais duas bombas na cidade.
Por favor compartilhem.
Ele está armado e tem uma bomba.”

O irmão acredita que o texto possa ter sido escrito pelo homem que faz as vítimas reféns. “Nas redes sociais ela está mandando recados, mas é difícil de saber se realmente é ela, ou se eles estão sendo orquestrados pelo sequestrador. Mas logo que tudo isso começou ela teve tempo de mandar uma mensagem para minha irmã dizendo o que estava acontecendo. Depois disso as outras notícias foram pelas redes sociais, mas existe dúvida se é ela mesmo ou o sequestrador”, afirmou Jorge.

Segundo ele, as autoridades locais pediram que a família não tente entrar em contato com a mulher. “Existe a intenção de manter a segurança das pessoas que estão lá com os sequestradores.”

A Secretaria de Assuntos Internacionais de Goiás afirma que entrou em contato com o consulado brasileiro na Austrália. “Eles não têm ainda nenhuma informação de quem está lá dentro. É uma tática da própria polícia australiana em não divulgar, então eles não sabem dizer se tem brasileiro lá”, afirma o gerente de Assuntos Consulários e Diplomáticos do Governo de Goiás, Adauto Drahuna Neto.

Medo

Segundo informou ao G1 a coordenadora de curso Adibe George Khuri, prima de Marcia, a personal tem três filhos que estão na região do café aguardando informações sobre a situação. “Nosso medo é que de ela não saia com vida”, afirma.

Outra prima de Márcia, Vanessa Fonseca, um irmão da personal está na região do café acompanhando a operação. “Ela está na mira deles, tanto que é ela que está colocando as mensagens no Facebook”, diz.

Reféns

Um homem armado mantém dezenas de reféns no café em Sydney desde as 21h (horário de Brasília) de domingo (14), 10h de segunda-feira (15) na Austrália. A polícia está em contato com o sequestrador, mas ainda não soube precisar o número de reféns, que pode chegar a 50, entre funcionários e clientes.Cinco deixaram a cafeteria até o momento.

As motivações do ataque ainda são desconhecidas. Nas primeiras horas do sequestro, imagens da emissora de TV Channel 7 mostraram pessoas com as mãos para o alto e uma bandeira negra fixada em uma vidraça da lanchonete com um texto em árabe no qual se lia "Não há outro Deus que Alá e Maomé é o mensageiro de Deus".

Por volta das 2h45, três homens saíram da lanchonete e ainda não se sabe se foram liberados ou conseguiram escapar. Dois deles deixaram o local pela entrada da lanchonete e outro pela saída de emergência. Por volta das 4h15, duas mulheres deixaram a cafeteria.

Segundo a ABC Austrália, a polícia já identificou o suspeito e afirmou que ele era conhecido das autoridades. Sua identidade não foi divulgada.

A polícia está em contato com o sequestrador. As autoridades de Nova Gales do Sul disseram que "os melhores negociadores do mundo" estão trabalhando para terminar o sequestro de forma pacífica.

A vice-chefe de polícia local, Catherine Burn, informou que os cinco reféns libertados foram avaliados por médicos para garantir que eles estão bem. Em seguida, eles seriam ouvidos pela polícia.

A imprensa australiana identificou uma das reféns como Elly Chen, funcionária do café. Ela aparece saindo correndo em fotos feitas no local. Outro refém que já deixou o local foi identificado como o advogado Stefan Balafoutis.
A polícia não confirma as identidades nem quantas pessoas permanecem rendidas. Ao que parece, não há feridos.
G1.
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