UFC vai ao México para dar 2º título ao Brasil ou coroar campeão improvável

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Fabrício Werdum tem a chance de conseguir o título interino dos pesos pesados contra Mark Hunt.

Enquanto José Aldo curte uma trajetória de quatro anos como campeão do UFC, o Brasil tem dificuldades de voltar a colocar um segundo nome na lista dos donos de cinturão. Neste sábado (15), Fabrício Werdum tem uma grande chance de conseguir isso: ele disputa o título dos pesos pesados contra Mark Hunt, numa versão interina do prêmio, já que seu rival original, o campeão Cain Velásquez, deixou o card por lesão. Pode ser a coroação de um veterano do jiu-jítsu que se reinventou no MMA, ou de um neozelandês de 40 anos que tem uma das trajetórias mais improváveis dentro do Ultimate.
O UFC 180 marca a estreia da organização no México, mas sem a estrela que vendeu o card, Velásquez. Com isso, cabe a Werdum o papel de protagonista, por ser o primeiro do ranking dos pesos pesados. Hunt foi chamado às pressas após uma lesão no joelho do campeão e, com seu quarto lugar no ranking, traz ao octógono seu poder de nocaute para parar o gaúcho.
Uma boa notícia para os lutadores é que o cinturão interino em jogo neste sábado pode virar oficial em alguns meses. Dana White disse que a organização deu um ultimato a Velásquez: se ele não puder lutar até março, será retirado o título do norte-americano, como aconteceu com Dominick Cruz na categoria galo. Velásquez não luta desde outubro de 2013, quando venceu Júnior Cigano pela segunda vez.
Entre os rivais deste sábado, o caminho mais "tranquilo" até esta luta pelo cinturão foi o de Werdum. Depois de ser derrotado por um jovem Cigano na sua primeira passagem pelo Ultimate, ele renasceu no Strikeforce, principalmente com a vitória sobre Fedor Emelianenko. Mais tarde, de volta ao UFC, mostrou que deixou o estigma de ser um lutador só de jiu-jítsu: evoluiu no muay thai, incrementou sua trocação e fez dela a maior arma nas vitórias contra Roy Nelson e Travis Browne, surpreendendo a todos. Foi o triunfo contra Browne, arrasando a sensação dos pesados, que o credenciou para lutar pelo cinturão.
Já Hunt foi "aposentado" algumas vezes nos últimos anos. O neozelandês teve uma fase terrível na carreira, quando perdeu seis lutas seguidas, sendo cinco por finalização. Antes do último revés destasérie, ele quase encerrou a carreira. O UFC comprou os direitos do Pride e herdou seu contrato. Mas, a organização não tinha interesse em colocá-lo para lutar. Ofereceu-se para pagar pelos combates que não seriam feitos. Mas Hunt quis entrar no octógono.
Depois de perder na estreia pelo Ultimate, ele engatou uma série de triunfos e se destacou por nocautear Cheick Kongo e Stefan Struve. Depois de derrota para Cigano e empate numa lutaça com Antônio Pezão, chocou a todos ao nocautear Roy Nelson e recuperou toda a sua moral.
Agora, a questão é saber se Hunt conseguirá tirar mais um golpe fantástico da cartola, ou se Werdum conseguirá usar suas combinações para afastá-lo e frustrá-lo, como fez com Browne. A favor do gaúcho está a curta preparação de Hunt para lutar na altitude da capital mexicana, e o corte de 17 kg que o rival faz para poder lutar no peso pesado.
"Tivemos que trocar a estratégia, porque tínhamos algo traçado para o Velásquez e sabemos que Hunt gosta bastante da trocação. Eu sei que ele é duro, aguenta golpes, mas se eu tiver uma oportunidade no segundo ou terceiro rounds, quando ele estiver mais cansado, vou finalizar ou nocautear", disse o brasileiro.
"Não sabia que seria um lutador pela vida toda, acho que é o plano de Deus. Estou nessa há 24 anos, com 15 anos na elite do MMA e kickboxing. Me sinto abençoado de enfrentar o Fabrício. Não ligo para a estratégia dele, só com o que eu vou fazer. Vou tentar nocauteá-lo. 'Mark Hunt, campeão do UFC', isso soa bem", riu o neozelandês.
Além deste combate, o UFC 180 traz as finais do TUF Latino America, nas divisões galo e pena, e conta na luta coprincipal um duelo forte no peso meio-médio: o experiente Jake Ellenberger tenta se recuperar de duas derrotas seguidas contra a revelação Kevin Gastelum, um campeão do TUF até agora invicto como profissional.
UOL
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