Aluna surda que sonha em ser pedagoga fará Enem pela 1ª vez

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Larissa Martins de Souza de 18 anos e mora em Petrolina, no Sertão de PE. Ela quer se tornar uma professora bilíngue.

Na primeira fila da sala de aula, entre os estudantes mais aplicados da turma do 3º ano do Ensino Médio, da Escola Professora Adelina Almeida em Petrolina, no Sertão pernambucano, está Larissa Martins de Souza, de 18 anos. A jovem que nasceu com deficiência auditiva vai fazer pela primeira vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste sábado (8) e domingo (9). O objetivo dela é ingressar no curso de Pedagogia e se tornar uma professora bilíngue.
O exame é uma oportunidade para Larissa realizar seu maior sonho. “Adoro a disciplina de Matemática, mas eu quero mesmo é passar em Pedagogia para dar aulas para as crianças surdas. Quero muito chegar à faculdade. Minha mãe Nilza Maria e meu pai João Batista sonham em me ver na faculdade”, afirma a estudante.
A preparação para a prova é feita diariamente, são quatro a cinco horas de estudo todas as noites. “Emcasa tenho livros e os meus dois irmãos, que também são surdos, me ajudam. Na sala de aula, sempre tenho um intérprete para me auxiliar”, explica Larissa.
Para chegar ao terceiro ano do Ensino Médio, a jovem relata que teve dificuldades, mas sempre contou com o apoio dos pais. Além disso, ela frisa a importância da aprendizagem da Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Quando criança, minha mãe e meu pai me ajudavam muito. Eu sempre estudei com crianças ouvintes e achava difícil. Um dia conheci uma pessoa que começou a trabalhar a Libras comigo. No começo, não entendia os professores, mas agora os compreendo”, relata.
A professora de Língua Portuguesa, Joana D'Arc do Nascimento, diz que aluna é muito aplicada e acompanha bem as aulas. “Para mim foi uma surpresa porque a maior dificuldade dos meus alunos é com códigos de linguagem e a questão de significados. O que percebo é que ela sabe ler e desenvolver o pensamento. Larissa consegue transmitir através da escrita. Eu acho extraordinária a participação dela no Enem”, afirma Joana.
sistema de avaliação na sala de aula é igual para todos e Larissa consegue ter um ótimo desempenho. “O que ela não consegue compreender através da leitura, o intérprete esclarece para ela e faz a leitura conjunta. Ela faz redação e textos e consigo entender perfeitamente”, destaca a professora Joana.
Com a proximidade da realização do exame, a rotina de estudos de Larissa foi intensificada. “Já está perto e estou um pouco nervosa, mas quero muito passar. Se eu não conseguir, vou tentar outras vezes. Esta é uma experiência importante para mim. Quero entrar na faculdade e se lá eu tiver um intérprete, vai ser fácil”, anseia a estudante Larissa.

G1 - PE
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